sábado, 13 de janeiro de 2018

Uma defesa das liturgias clássicas

No meio evangélico brasileiro, há uma grande confusão em relação a liturgia. Muitos veem a liturgia tradicional de certas igrejas como um "resquício de romanismo", "trapo imundo do papado". Devido a questões sociológicas datadas do tempo do II Império Brasileiro, quando os protestantes eram desprezados e amaldiçoados, a liturgia protestante no Brasil tende a ser extremamente simples, e costuma-se condenar algumas práticas tradicionais em outros países, como o uso da cruz, de orações recitadas, e de togas por parte dos ministros. Mas eu, pessoalmente, creio que na liturgia cristã tradicional temos uma grande riqueza teológica e espiritual que muito se adequa a um grupo que pretende render culto àquele que é o Soberano Criador do céu e da terra, ao Rei exaltado nas alturas, ao Senhor de todas as coisas (Hc 2.20). Não convém oferecer a tal Ser a mesma coisa que ofereceríamos a um "Zé ninguém".

Em algumas denominações cristãs do Brasil atual, temos experimentado um retorno a essas raízes litúrgicas. Vários grupos tem descoberto a beleza das práticas tradicionais, e, em alguns deles, unido a estas a teologia bíblica e os carismas pentecostais. É o chamado "movimento de convergência".
A seguir, analisarei alguns pontos dessa herança litúrgica que muitos têm redescoberto.

O CALENDÁRIO LITÚRGICO E O LECIONÁRIO

Do mesmo modo que existe um calendário civil em cada sociedade (no Brasil, por exemplo, temos os dias da Independência, da bandeira, da proclamação da República, da consciência negra, etc.), existe também, na tradição cristã, o calendário litúrgico. Tal calendário, formado ao longo dos séculos, nos lembra dos grandes feitos de Deus na obra da Redenção, especialmente através da vida e ministério de Jesus Cristo. O calendário litúrgico se inicial com o Advento, período de preparação e expectativa para o Natal, quando se celebra a encarnação de Cristo, e termina com a festa de Cristo rei, onde nos l
embramos de que, apesar de tudo, nosso Salvador é rei grande sobre a terra. Entre as outras datas comemoradas no calendário litúrgico, temos também o Domingo de Ramos (que relembra a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém),a Sexta-feira Santa (que relembra a morte do Senhor) a Páscoa (Sua ressurreição), o Domingo de Pentecostes (que relembra a vinda do Espírito Santo sobre a sua Igreja). O calendário litúrgico nos proporciona meditar sobre a história da salvação e aplicá-la em nossa vida. Dessa maneira ao longo do ano o tema das leituras bíblicas, dos hinos, dos sermões e do simbolismo abrange uma vasta gama de assuntos, o que também desfaz a mesmice dos cultos de muitas das igrejas atuais (onde se fala só de bênçãos, ou  só prosperidade, ou só de costumes,etc.). Com o calendário litúrgico também podemos compreender a doutrina bíblica “no geral”.

O lecionário é um sistema de leituras bíblicas ao longo do ano litúrgico que permite, em seu decorrer, que a cabo de alguns anos a Bíblia inteira tenha sido lida publicamente na Igreja! Geralmente, é utilizado o padrão de três ou quatro leituras por culto.

A CRUZ

A cruz é publicamente relembrada como o símbolo máximo do Cristianismo. Se outrora simbolizava maldição (Dt 21.23) , por ser utilizada como forma de condenação aos piores criminosos das sociedades antigas, para nós passou a ser símbolo de glória, redenção e vitória (Gl 6.14; I Co 1.18). Ela é a expressão máxima do amor de Deus pela humanidade pecadora. Ora, se a Bíblia tantas vezes fala da cruz como símbolo de redenção, e se os hinos que cantamos há gerações também o fazem ("Quero estar ao pé da cruz"; "Foi na cruz onde um dia eu vi", "eu amo a mensagem da cruz",etc.) porque não podemos usar o símbolo em nossos templos, vestimentas, como pingentes, ou em objetos?

Alguns costumam dizer: "Na cruz, Jesus morreu. Por tanto, não devemos utilizar esse símbolo. Pois, se o seu filho fosse assassinado a facadas, você usaria uma faca como símbolo?". Tal "objeção" não tem sentido. Devemos lembrar que a morte de Cristo não foi um acontecimento trágico, um mero assassinato, um lamentável erro judicial que só produziu dor. A morte de Cristo é a única fonte de redenção para os homens. Cristo não foi meramente um "coitado", nem mesmo um mártir, mas sim algo que somente Ele é: o Salvador.


Outros dizem que usar a cruz como símbolo seria idolatria. Mas o que é idolatria? Tributar o culto devido somente a Deus à qualquer ser ou objeto que não seja Ele. Desse modo, se eu cometerei ou não idolatria ao utilizar um símbolo, isso dependerá da disposição do meu coração, mais do que ao objeto que utilizo em si. Dessa maneira, se eu utilizo a cruz apenas como um símbolo e memorial, eu não cairei no erro da idolatria.

Devemos também nos lembrar de que a cruz é usada como símbolo cristão desde tempos remotos. Bem antes da "conversão" de Constantino, o teólogo Tertuliano de Cartago registra que os cristãos eram chamados de "devotos da cruz". Em sua época (séc. II-III) o sinal-da-cruz também já existia (o que é uma refutação às "Testemunhas de Jeová" e outros grupos, que afirmam que apenas com a "paganização" de Constantino a cruz com duas traves passou a ser utilizada como símbolo cristão).

E esta birra contra a cruz, que muitos evangélicos possuem, é um fenômeno historicamente e geograficamente limitado. Em outros países, é muito comum que até mesmo igrejas batistas e pentecostais utilizem a cruz como símbolo, seja na torre da igreja, ou na parede atrás do púlpito. Uma rápida pesquisa no Google pode mostrar isso.
Por fim, manifesto minha indignação: porque um grande número de evangélicos são contra o uso da cruz, que é tradicionalmente um símbolo cristão, mas utilizam a estrela de Davi e o menorá (candelabro do templo), que são sombras do Antigo Testamento?

OUTROS SÍMBOLOS

O homem é um ser simbólico. Ele se utiliza de símbolos para expressar e entender a sua vida, seus afetos, suas crenças e seus pensamentos. Todas as sociedades contam com uma série de símbolos, que são comprovadamente úteis ao transmitir uma mensagem. O aperto de mão, a festa de aniversário, as alianças de casamento, o vestido de noiva, a bandeira nacional, o minuto de silêncio, as medalhas e muitos outros símbolos permeiam a cultura ocidental (as demais culturas possuem seus próprios símbolos). Dessa maneira, não há problema algum (muito pelo contrário) em se utilizar símbolos na liturgia e nos templos, desde que tenham uma séria mensagem a transmitir e não se tornem um fim neles próprios. Além da cruz, vários outros símbolos podem ser utilizados: o peixe (usados pelos primeiros cristãos), as palmas no Domingo de Ramos,etc. Algumas tradições mais litúrgicas utilizam-se também de velas, incenso, cinzas, etc.

Um simbolismo que deve ser analisado a parte é o das vestimentas clericais. Sabemos que em nossa sociedade, certas profissões se utilizam de vestuário particular a fim de expressar sua função. Assim acontece com os policiais, soldados, médicos, guardas cerimoniais, bombeiros, etc. Essas vestimentas tem a vantagem de fazer aqueles que as utilizam "desaparecer" dentro delas. Não há mais espaço para se dizer: "olhem só, como fulano está chique!", ou "a marca da roupa do soldado X e melhor do que a do soldado Y". Isso não seria proveitoso em nossas igrejas, nas quais muitos pastores disputam quem está com o melhor terno ou camisa? Vale lembrar também que os sacerdotes do AT utilizavam vestimentas distintivas. As peças e cores a ser utilizadas também devem transmitir uma mensagem. Acho curioso que os mesmos irmãos que apoiam o uso de togas para os coristas da igreja e vestes brancas para os batizandos critiquem as vestes especiais para os pastores!

A ORAÇÃO LITÚRGICA

O tipo de oração que utilizamos no culto público deve ter algumas diferenças em relação a oração particular ensinada por Jesus. Como o culto público é comunitário, é o serviço (leitourgia) do povo de Deus, as orações devem seguir tais características. As orações litúrgicas estavam presentes no culto do povo de Deus no AT (como o "Shemah Israel"- Dt 6.4- e a Benção Aaraônica - Nm 6.22-27) e desde muito cedo foi utilizada na liturgia cristã. No documento conhecido como "Didaque", datado dos séculos I-II vemos que existe a prescrição de se orar o "Pai Nosso" três vezes ao dia, além de orações próprias para a consagração dos elementos da ceia do Senhor. Por volta do ano 215, Hipólito de Roma registra como "Tradição apostólica" certas orações eucarísticas recitadas (se as estudarmos bem, veremos que não se tratam de invenções ex nihilo, mas de um costume baseado nas orações que os judeus faziam a mesa).

Alguns dizem que as orações recitadas são vãs repetições, o que seria condenado por Cristo em Mt 6.7 . Mas, na verdade, o que determina uma oração ser uma vã repetição (ou, conforme outra tradução do texto, "palavreado inútil") é, primeiramente, uma falta de disposição do coração e o fato de se estar apenas repetindo sem pensar (Is 29.13, Mt 15.8). A partir do momento que eu "degusto" as palavras e as profiro com todo o coração, sem excessos, me unindo à fé da Igreja, elas são uma oração que Deus aceita. Se não fosse assim, teríamos que parar de entoar os hinos de nossos hinários, muitos dos quais são orações cantadas, que repetimos há séculos! Lembremos também que o próprio Jesus, ao prescrever o "Pai Nosso", instrui-nos que "digamos"(Lc 11.1-4) as mesmas palavras, e não que apenas nos inspiremos nelas (como alguns teólogos costumam dizer).
Também devemos ter em conta que no culto público, estamos oferecendo um "tributo" oficial ao Rei do Universo, diante de sua corte angélica (I Co 11.10). As orações recitadas são mais apropriadas nesse contexto pois, além de sua maior beleza e harmonia estética, possuem bases teológicas firmes, o que impede de ouvirmos de quem conduz a oração pública algumas coisas como: "Passa a vassoura de fogo aqui, Senhor", "Eu repreendo o Zé Pelintra" além de uma bagunça entre as pessoas da Trindade que vemos em nossos cultos.

As orações recitadas também permitem que todos tomem parte no culto divino, fortalecendo seu aspecto coletivo, que de outra maneira ficaria um tanto prejudicado.
Por fim, nas orações recitadas, todos podem participar de forma adequada, todos sabem onde irão começar e onde irão terminar (um forte princípio de ordem), e a congregação se une à Igreja de todos os tempos e lugares que pronunciaram as mesmas palavras (especialmente quando se trata do Pai Nosso - a oração que o próprio Jesus nos ensinou - e os credos da Igreja - que transmitem as doutrinas básicas de nossa fé).

Sobre a oração litúrgica, podemos falar ainda mais. Sistemas como breviários e a Liturgia das Horas fazem-nos esquecer dos cuidados terrestres e entrar no “ritmo da eternidade”, associando-nos aos cristãos de todas as épocas e lugares que entraram nesse exercício sagrado., além de boa parte de seu conteúdo ser composta de orações bíblicas, como os salmos. Por vezes, quando nos encontramos deprimidos e fracos, as orações litúrgicas recitadas são uma fonte de consolo e inspiração. Sendo aprovadas pela fé da Igreja e pelo uso do tempo, tem se mostrado também como modelo para outros tipos de orações que podemos (e devemos) praticar em nossas vidas diárias.

OS HINOS

É surpreendentemente estúpido como várias igrejas jogaram no lixo toda uma tradição de excelentes hinos e cânticos, que transformaram e alentaram vidas ao longo dos séculos, para usar apenas canções de qualidade duvidosa, que muitas vezes servem apenas para alimentar o ego das pessoas. Não estou dizendo que TODOS os hinos antigos eram bons, muito menos que TODOS os hinos modernos são ruins. Muitos hinos foram escritos e compostos no passado, mas apenas os bons chegaram a nós. Há excelentes hinos recentes de vários estilos, com uma mensagem de adoração a Deus e melodias que nos tocam. Mas tudo deve ser usado com um saudável equilíbrio. Há espaço tanto para os hinos tradicionais, quanto para os de (bons) cantores cristãos de nossos dias.

Entre os hinos tradicionais, temos o canto gregoriano, do qual falo em outro artigo. Esse tipo de música tem a vantagem de conduzir-nos a um ambiente mais espiritual, pois é totalmente diferente da música secular, e basta começarmos a ouvir suas notas para o associarmos à música sacra. Várias poesias medievais foram escritas para o canto gregoriano, muitas das quais foram, posteriormente, traduzidas para o português, como “Ó vem Emanuel”

As obras sacras dos grandes mestres estão à altura do culto que devemos prestar àquele que é o Rei do Universo. Haendel, Bach, Purcell, Beethoven, Mozart, Vivaldi, Palestrina, Tchaikovsky e muitos outros compuseram excelentes peças, que deveriam ser mais ouvidas pelos evangélicos brasileiros, e cantadas pelos corais de nossas igrejas.

Outro estilo de boa música sacra tradicional são os hinos dos hinários das igrejas evangélicas, como a Harpa Cristã, o Salmos e Hinos, o Hinário Evangélico e o Hinário Luterano. Nossos pais e avós cantaram com todo o fervor esses hinos, e foram muito edificados por eles. Algumas pessoas costumam se opor ao uso desses hinos pois eles possuem algumas palavras e frases difíceis de entender. Ora, isso é apelar para a lei do menor esforço! Justamente por sua harmonia e sofisticação estética, esses hinos são adequados para o culto divino, e nos levam a aumentar nosso vocabulário pesquisando o significado de certos termos.

AS ARTES VISUAIS

Retomando os princípios de que Deus é digno do melhor e de que o homem é um ser que se comunica por símbolos, percebemos que devemos usar a beleza estética para a glória de Deus em nossas liturgias. Assim sendo, as chamadas artes visuais, desde que não tendam para à idolatria, deveriam ser utilizadas quando há chances para tal.
Alguns apontam o segundo mandamento como proibição para o uso de arte pictórica (vitrais, ícones, relevos,etc.) na Igreja. Mas, se analisarmos bem todo o contexto dos Dez Mandamentos, além de outras passagens da Lei nas quais o próprio Deus manda que imagens de seres fossem utilizadas na liturgia de Seu povo, vemos que a proibição não abarca quaisquer tipos de imagens sacras, mas apenas as de falsos deuses e aquelas às quais se tributa algum culto ou reverência supersticiosa. Portanto, podemos ter vitrais, ícones, pinturas mosaicos,etc. em nossas igrejas como decoração, memorial e estímulo aos sentidos, mas não para tributarmos à estas imagens quaisquer formas de culto.
As imagens não passaram a ser utilizadas no Cristianismo com a "contaminação constantiniana", conforme gostam de afirmar alguns evangélicos desinformados, mas são bem mais antigas. Os Pais da Igreja conheceram e aprovaram o uso de imagens sacras com os fins que citei anteriormente. Se, em algumas Igrejas oficiais, o uso de imagens acabou descambando para a superstição e idolatria em muitos casos, isso se deve à ignorância das populações cristãs medievais, e não ao uso da arte em si.

CONCLUSÃO

Uma objeção à liturgias mais formais, seria que elas, supostamente, barrariam a liberdade do Espírito Santo. Tal visão é baseada, em parte, num certo egoísmo em relação á obra do Espírito Santo. Muitos irmãos caem naquilo que Spurgeon constatou: as pessoas estão tão interessadas no que o Espírito Santo as fala, que esquecem o que o Espírito Santo falou à outas. Ora, não pode o Espírito Santo ter iluminado seus pastores, ao longo da história, para que elaborassem as citadas liturgias? Mesmo assim, eu reconheço que o Espírito Santo pode querer fazer algo extraordinário no culto. Nesse caso, o dirigente necessita de discernimento espiritual para saber "abrir uma exceção". Não, ao propor o uso de uma liturgia mais refinada, não quero proibir os crentes de exercerem os dons espirituais ou de expressarem júbilo (com a devida moderação) no culto.


Por fim, eu gostaria de refutar uma última objeção às liturgias clássicas. Muitos evangélicos dizem que são um "resquício de romanismo". Ao meu ver tais irmãos, ao jogarem fora a água do banho, jogam o bebê junto. Muita coisa boa nos foi legada pela Igreja de Roma. Foi de lá que nós saímos, e de onde aprendemos as doutrinas da Trindade, das duas naturezas de Cristo, o cânon do Novo Testamento e uma série de práticas e moralidade. Áquilo que herdamos de bom da Igreja Católica Romana, devemos chamar de "catolicidade", a herança comum do Cristianismo, baseada na verdadeira fé apostólica. Se a Igreja de Roma distorceu alguns pontos doutrinários, litúrgicos e práticos da Bíblia, somente à isso devemos tratar por "romanismo". Lutero não queria reconstruir a Igreja do zero, mais consertar aquilo que julgava, à luz da Bíblia, estar errado. Por isso, ao sistematizar a liturgia de sua igreja, preservou costumes como as vestimentas, orações recitadas, credos e o calendário litúrgico, pois tais coisas não são proibidas nas Escrituras, e mostraram-se proveitosas ao longo dos séculos. Em relação a outras coisas, como recitar a liturgia numa língua que o povo não entendia, tributar culto ás imagens e invocar santos mortos, Lutero corretamente abriu mão dessas práticas. 

Um comentário:

  1. Parabéns pelo texto!

    Sou católico romano e descobri este blog por acaso. Gostei muito da forma como você expõe a tradição da Igreja (que vai além desta ou daquela instituição, mas é o próprio Corpo de Cristo).

    Hoje, no meio católico, vemos uma certa nostalgia em relação a uma certa tradição, mas - infelizmente - ela costuma correr no sentido de afastar ainda mais o povo do mistério celebrado. Querem costurar o véu rasgado do Templo.
    É neste movimento que aparecem pessoas criticando o Concílio Vaticano II, que propôs um verdadeiro "retorno às origens" em nossa Igreja. Tratam a tradição como se fosse o retorno às liturgias medievais e a práticas como a oração em latim (que eu acho válida em algumas situações específicas), uma sofisticação exagerada nas vestes litúrgicas, e uma severidade igualmente exagerada nas normas de modo a tornar o culto o mais clerical possível, como se o povo devesse apenas contemplar aquele "espetáculo" sem tomar parte em nada.

    Você defende a tradição de fato, apostólica, buscando-a nas raízes de nossa fé.

    E é interessante, porque no meio do catolicismo, este movimento de retorno à verdadeira tradição, como proposto no Vaticano II (com a simplicidade nos ritos, o uso da língua vernácula, um calendário litúrgico com maior variedade de leituras bíblicas, a redução dos excessos no culto...) foi, e é, criticado como sendo "modernista". Já no meio evangélico, como você aponta, é criticado como "retrógrado".

    Mais uma vez, parabéns pelo texto e continue este belo trabalho.

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