quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

As riquezas da História da Igreja: Parte 4

No século XIII,a Igreja enfrentou uma série de problemas internos e externos. Nesse período, surgiram as ordens de frades mendicantes. Diferente dos monges, que viviam enclausurados, os frades trabalhavam no meio do povo. Duas ordens se destacam no período: os franciscanos, fundados pelo já citado Francisco de Assis, que pregava o retorno à simplicidade evangélica, o serviço ao próximo e o cuidado com toda a criação divina; e os dominicanos, fundados por Domingos de Gusmão, focados na pregação e na apologética, combatendo a perversa heresia cátara (ou albigense), um movimento de tendência gnóstica que atraiu grandes massas na França, Península Ibérica e outras partes da Europa.
 Os reformadores pregaram (corretamente) que os presbíteros e bispos poderiam contrair matrimônio. O celibato era visto como fonte de imoralidades (que infelizmente, algumas vezes, aconteciam). No entanto, no meio luterano, alguns mosteiros permaneceram, com seus monges se convertendo a doutrina protestante. Entre os anglicanos, com o confisco das terras monásticas por parte do rei Henrique VIII, a vida monástica desapareceu. Mas com o movimento de Oxford, no século XIX, ordens religiosas de várias tendências ressurgiram no seio da Igreja Anglicana. Hoje em dia, várias ordens, de carisma franciscano, beneditino, dominicano,etc. são mantidas por anglicanos. Em muitas delas, os duros votos foram reinterpretados, prescrevendo, no lugar do celibato, a fidelidade ao marido/esposa, e no lugar da pobreza absoluta, uma vida simples, sem ostentação e permitindo que seus membros mantenham as atividades seculares, sem necessidade de clausura.
O século XX viu um reavivamento do monasticismo no meio protestante. Temos ordens de origem luterana (como as Irmãs Evangélicas de Maria), presbiteriana, metodista,etc.  Temos também casas de retiro, para cristãos que desejam passar algum tempo em reflexão e oração num ambiente mais “propício”. Muitos irmãos, de diversas igrejas evangélicas, têm descoberto novas sensações e enfoques em tais retiros. A Comunidade de Taizé, fundada pelo pastor reformado Irmão Roger na década de 40, tornou-se conhecida por acolher cristãos de vários grupos, proporcionar ensino espiritual para jovens e produzir belíssimos cânticos.

A espiritualidade monástica tem muito a ensinar para os homens de hoje. A consagração total da vida à Deus, o desprezo às riquezas mundanas e aos excessos supérfluos, a prática da meditação e a oração litúrgica aqui se encaixam.

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