(Ano A
-2020)- Leituras bíblicas: Salmo 147; Gálatas 4.4-7; Lucas 1.46-55
“Você não percebe o
quanto é maravilhoso esse coração? Como mãe de Deus, Maria se vê elevada acima
de todas as pessoas. Mesmo assim, ela continua tão simples e serena, que não
teria considerado nenhuma empregada inferior a si.“
(Martinho Lutero, em
seu comentário ao Magnificat)
No dia 15 de
Agosto, diversos calendários litúrgicos anglicanos e luteranos (inclusive o da
minha Igreja, a IECLB)1 celebram memória da Mãe de nosso Senhor. Os
católicos romanos enfatizam a Assunção da
Virgem (um dogma de sua teologia, não aceito por protestantes). Nesse
artigo, gostaria de expor alguns pontos sobre a visão evangélico-luterana a
respeito de doutrinas marianas. Num segundo artigo, analisarei a vida e a
conduta de Maria à luz das Sagradas Escrituras. No terceiro e último artigo,
irei discorrer sobre informações extra bíblicas a respeito de Maria, e do papel
que ela ocupa na tradição artística, litúrgica e espiritual do Luteranismo.
A teologia
luterana a respeito de Maria possui alguns pressupostos: apenas o que está
declarado nas Escrituras -ou delas é claramente entendido - pode ser exigido
como regra de fé (Sola Scriptura). O
nascimento virginal, o conceito de “Mãe de Deus” e a necessidade de lhe
tributar honra (Lc 1.28-30, 42,43,48; Rm 13.7), portanto, são obrigatórios para
um luterano. O que vai contra as Escrituras, deve ser rejeitado (ex: seu papel
como “medianeira” ou “corredentora”). E aquilo que não está claro (como a
virgindade perpétua e títulos diversos), pode ser discutido, e nunca deve ser
imposto. Por fim, a honra e o amor à “doce
Mãe de Cristo” (como Lutero a chamava, carinhosamente) devem ter sua base
no próprio Jesus Cristo(princípio do Solus
Christus), Deus encarnado. A virgem escolhida só foi o que foi devido à
plena graça que Deus a concedeu em sua soberania, como podemos ler no seu
cântico, o Magnificat (registrado em
Lucas 1.46-55 – princípio da Sola Gratia).
Ela não possuía méritos próprios, mas foi cumulada do favor dos céus (Sola Fide). Vamos começar a análise.
NASCIMENTO
VIRGINAL
“QUE FOI CONCEBIDO PELO ESPÍRITO SANTO, NASCEU DA VIRGEM MARIA” (Citação
do Credo Apóstólico). A crença de que
Jesus nasceu de uma virgem é basilar ao Cristianismo (Is 7.14)2.,
sendo professada, ao menos formalmente, por todas as denominações católicas, ortodoxas e
protestantes. O evangelista Mateus (Mt 1.23) registra, como cumprimento da
profecia de Isaías, que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo no ventre de
Maria, sem a participação masculina (o sêmen). Tal narrativa é, obviamente,
miraculosa. Não pode ser explicada pela razão ou critérios humanos. Ou é
aceita, ou negada, sem concessões3. O aspecto milagroso permeia o
Cristianismo ortodoxo. A ressurreição corporal de Cristo, pedra de toque da fé
cristã (1Co 15.14-23), é um milagre inexplicável à razão humana. No entanto,
milagres NÃO contrariam a razão
humana (que foi estabelecida por Deus), mas a transcendem. O Deus onipotente, que criou o universo ex nihilo (a partir do nada) e sustenta
a criação não seria contraditório, caso em situações específicas,
com um propósito elevado e nobre (mas não de modo aleatório ou pirotécnico),
intervisse de maneira não usual. 4
MATERNIDADE DIVINA
Os Evangélicos
Luteranos compartilham com os Católico-Romanos, Ortodoxos, Coptas, Armênios,
Ortodoxos Orientais, Vetero-Católicos, Anglicanos, Metodistas e parte dos
protestantes (especialmente Reformados/Calvinistas) a doutrina de que Maria
deve ser chamada, verdadeiramente, de “Mãe de Deus”. Tal título já era
utilizado na Igreja Cristã do séc. III. Foi confirmado no Concílio de Éfeso
(431 d.C.), o terceiro grande concílio eclesiástico. Visava salvaguardar a
correta doutrina a respeito da união entre as duas naturezas (humana e divina)
na Pessoa única de Jesus Cristo (“União Hipostática”). Cirilo (376-444 d.C),
arcebispo de Alexandria, defendeu o tradicional título (que, no original grego,
é “Θεοτόκος” -Theotokos – lit.
“aquela que dá à luz Deus”) em oposição aos erros de Nestório, arcebispo de
Constantinopla. Nestório defendia uma teoria sutil e confusa, cujos termos
comprometiam a real união das duas naturezas numa única Pessoa. Ao afastar o “Jesus
Deus” do “Jesus Homem”, incorria no risco de negar a reconciliação entre
Criador e criatura através da encarnação e da cruz. Sem a associação
necessária, a obra da salvação estaria falida. Portanto, não era um mero título
de honra a Maria que estava em jogo, mas a própria essência do Evangelho. De
semelhante modo que uma mulher é denominada mãe de seu filho, mesmo que não
tenha dado origem à totalidade de seu material genético (a outra parte provém
do pai), Maria pode ser chamada de Mãe de Deus, pois seu Filho Jesus Cristo é
Deus e Homem, de maneira inseparável e substancialmente unida. Cirilo escreveu
em termos severos contra o partido adversário:
“Se alguém não
confessar que o Emanuel é verdadeiro Deus e que, portanto, a Santa Virgem é
Theotokos, porquanto deu à luz, segundo a carne, ao Verbo de Deus feito carne,
seja anátema“ (extraído dos “Doze
Anátemas”)
Seguindo a
doutrina consensual, universal e ortodoxa da Igreja, Lutero afirma, em seu tratado
sobre o Magnificat (1522): ”Por essa
razão ela é uma pessoa especial dentre todo o gênero humano. Ninguém se iguala
a ela, porque ela tem um filho com o Pai celeste. E que Filho!” A “Fórmula da Concórdia”, documento confessional
Luterano, afirma o dogma da Maternidade Divina nos seguintes termos:
“Cremos,
ensinamos e confessamos, por isso, que Maria concebeu e deu à luz não um mero e
simples homem, mas o verdadeiro Filho de Deus. Por essa razão ela acertadamente
é chamada Mãe de Deus e verdadeiramente o é.” (da Epitome VIII).5
Em nossa
teologia, o dogma da Maternidade Divina está muito próximo das crenças da
ubiquidade do corpo de Cristo e da comunicação de atributos (“communicatio idiomatum”) que dão apoio a
nossa doutrina eucarística6; e também à permissão e uso de imagens
representando nosso Senhor (crucifixos, ícones, vitrais, pinturas e estátuas).
VIRGINDADE PERPÉTUA
A Igreja Romana e
a Igreja Ortodoxa ensinam oficialmente que Maria permaneceu “sempre Virgem (em
latim, “semper virgo”)”7,
não possuindo outros filhos naturais além de Jesus Cristo. Tal crença já era
encontrada na Igreja Antiga, sendo defendida, por exemplo, por Orígenes (c.183-
254 d.C.) e por Jerônimo (c.347-420 d.C.)8. No quinto grande
concílio da Igreja (Constantinopla II, 553 d.C.), o termo foi oficializado9.
Lutero sempre
creu na virgindade perpétua de Maria. Também o cria a maioria dos primeiros
luteranos. Na versão latina dos Artigos
de Esmalcalde ,documento confessional luterano, Maria é chamada de “pura, sancta, semper virgine” (pura,
santa, sempre virgem). Atualmente, no luteranismo, tal crença não é exigida,
mas também não é condenada.10
Entre os
argumentos A FAVOR de tal teoria estão: o fato de Maria ter sido confiada por
Jesus a João (e não a algum suposto irmão de sangue – Jo 19.26), a falta de
evidências textuais precisas denotando irmãos biológicos (o termo genérico “ἀδελφοὺς”
–adelphos- é utilizado)11;
a dificuldade lógica em conceber linhagens humanas tão próximas (carnalmente),ao Salvador; a entrega exemplar e extraordinária da Santa Mãe de Deus ao plano da salvação , e a grande força da Tradição dos primeiros cristãos.
Entre os
argumentos CONTRÁRIOS: A santidade do sexo dentro de um casamento legítimo12;
os costumes matrimoniais e familiares da época, as tais menções aos “irmãos de
Jesus” (Mt 12.46; Gl 1.19) em íntima conexão com Maria e a ausência de menções
explícitas nas Escrituras a respeito da virgindade perpétua.
IMACULADA CONCEIÇÃO
Dogma da Igreja
Romana (oficializado, na forma atual, em 1854, pela bula Ineffabilis Deus) segundo o qual, por pura graça divina, Maria
teria sido poupada, desde sua concepção no ventre materno, do contágio do
pecado original (natural a todos os demais homens após a Queda)13.
Desta maneira, permaneceu livre da concupiscência e de quaisquer pecados
pessoais. Tal exceção teria em vista produzir um “seio santo” que gerasse o
imaculado Salvador da humanidade (os versos de Jó 14.4 e Cânticos dos Cânticos
4.7 são utilizados como base indireta). Os teólogos romanos também deduzem que
por ser “cheia de graça” (Lc 1.28), Maria não poderia ter pecado. Algumas
formas de crença na Imaculada Conceição já podem ser encontradas no período
patrístico (p.e., Sto. Éfrem, no séc. IV).
A Igreja Ortodoxa
crê, de maneira resumida, que Maria veio ao mundo no mesmo estado de degradação
que os demais homens (i.e., sujeita a enfermidades, morte física, etc.). Mas
teria sido guardada de maneira total por Deus, de modo a nunca ter se cometido
o mal. Por isso é chamada de “Panagia”
(totalmente santa), “Puríssima” e “Imaculada”. Devemos lembrar que tal crença
se dá dentro da noção ortodoxa de “pecado original”, que não possui as ênfases
tipicamente latinas em culpa e hereditariedade.
Durante a Idade
Média, muito se discutiu a respeito do assunto. A santidade extraordinária de
Maria, que a diferenciava de todos os demais, era aceita por quase todos. No
entanto, mesmo seus grandes devotos como S. Bernardo de Claraval (1090-1153), o
“doce cantor da Virgem”, não criam na
atual noção de imaculada conceição professada por Roma. O beato Duns Scotus
(1266-1308) a formulou de maneira próxima àquela oficialmente em voga
atualmente na teologia da Igreja Romana
Mesmo após o
início da Reforma, o Bem-aventurado Martinho Lutero defendeu, por muitos anos,
a ideia de que Maria não havia sido tocada pelo pecado. Tal crença pode ser
vista, por exemplo, no seu tratado sobre o Magnificat
(1522), e em sermões diversos. Com o seu amadurecimento e apuramento teológico,
Lutero passou a ensinar o que poderíamos chamar de “Imaculada Purificação de
Maria”.14 Tais crenças, no entanto, não se mantiveram na teologia
luterana. Embora Maria seja um admirável exemplo de santidade, dignidade, fé,
obediência, testemunho e "martírio espiritual", não possuímos base bíblica para
afirmar que teria sido poupada da contaminação do pecado de Adão, ou que não
tenha cometido erros. Em minha opinião, tal discussão não possui relevância no
que diz respeito a dignidade ou glória da Virgem, ou às implicações teológicas imediatas. Já assisti debates
encarniçados. De um lado, católicos afirmando que transformamos Maria em uma
mulher qualquer, profana e indigna. Do outro, protestantes afirmando que a
teologia romana faz com que Maria tenha salvado a si própria, sem necessitar da
obra de Cristo. Devemos derrubar os espantalhos. Todos os cristãos concordam
que ela foi salva pela graça divina (mesmo que tenha tido uma imaculada
conceição, a teve unicamente por vontade e misericórdia de Deus). A diferença
reside no momento e no processo utilizados.No entanto, não podemos simplesmente ignorar o texto de Romanos 3.23, segundo o qual TODOS PECARAM. Não havendo nas Escrituras uma "cláusula de exceção" para Maria, não podemos, como luteranos, sustentar a crença na Imaculada Conceição.
ASSUNÇÃO CORPORAL AO CÉU
Último dogma
mariano a ser aprovado por Roma (na constituição apostólica Munificentissimus Deus,do papa Pio XII,
em 1950)15. Segundo tal dogma, por não possuir pecados (escapando,
portanto, a lógica do pecado e da morte –Rm 5.12) e pela intrínseca união com
seu Filho, Maria foi poupada da punição da morte física, tendo sido transladada
aos céus no momento determinado, já com corpo e alma glorificados. Vale lembrar
que tal ensino diz que ela não o fez por poder próprio, mas que Deus a elevou
(essa é a diferença entre “ascensão” e “assunção”).
A Igreja Ortodoxa
, por sua vez, crê que Maria passou, sim, pela morte física. Porém, não
experimentou a corrupção. Após três dias, foi transladada em corpo e alma
glorificados para o céu,. Os ortodoxos costumam chamar a celebração no dia 28
de Agosto de a Dormição da Santíssima Mãe
de Deus.”
CONCLUSÃO
Nesse artigo,
busquei analisar, de maneira breve e – confesso - superficial, os dogmas
marianos tido como oficiais, ao menos em algum dos três grandes ramos da
Cristandade, à luz da teologia evangélica luterana (que pe baseada nos
princípios de Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide e Solus Christus). Ao
contrário do que muitos protestantes afirmam, o papel de Maria como
“corredentora” não é um dogma da Igreja Romana, embora inúmeros clérigos,
leigos e teólogos lutem para que seja assim estabelecido. Em resumo, poderíamos
dizer: O fato de Jesus ter nascido de uma virgem é claro nas Escrituras, e só
pode ser negado quando partimos do pressuposto de uma exegese excessivamente
crítica e antissobrenaturalista. É a exegese que muitos teólogos cristãos protestantes defendem. Quero deixar claro, entretanto
que é óbvio que Deus não precisaria de tal milagre para levar a cabo seu plano
de redenção. Mas, se partirmos da ideia de que podemos contestar e melhorar os
planos divinos, acabaremos caindo em soberba e relativismo. A doutrina da
maternidade divina, embora não declarada textualmente, encontra um paralelo
quase literal em Mt 1.23 e Lc 1.43, e é um conceito teológico claramente
bíblico (assim como a Trindade). As doutrinas da imaculada conceição e assunção
corporal não podem ser provadas, nem mesmo inferidas de imediato, a partir das
Escrituras, mas também não constituem violação comprometedora a fé
evangélica, desde que permaneçam nos limites citados - o que, muitas vezes, não ocorre em expressões de fé populares, litúrgicas ou em declarações oficiais de .linguagem sutil.
No próximo artigo,
vamos meditar sobre a vida, o exemplo e os ensinamentos de Maria encontrados
nas Escrituras canônicas.
REFERÊNCIAS:
1 Portal Luteranos. Disponível em : https://www.luteranos.com.br/conteudo_organizacao/celebracao-liturgia/calendario-1v Acesso em 10/08/2020 16:10 hrs.
2.Estou plenamente ciente
das discussões a respeito das diferentes nuances do termo hebraico “almah” (no texto original de Isaías) e
do termo grego “parthenos” (utilizado
na Septuaginta, tradução grega do
Antigo Testamento, e citado por Mateus). No entanto, baseado no princípio
apostólico de interpretar o Antigo Testamento à luz do Novo, e no princípio
luterano de enfatizar os textos escriturísticos de acordo com seu caráter
cristocêntrico e evangélico, não posso negar a doutrina aceita pelo consenso da
fé católica (universal) e cristalizada nas confissões de fé da Santa Igreja
Cristã, que é “coluna e fundamento da verdade” (1Tm 3.15). Outros argumentos
poderiam ser apresentados, mas apenas este, por si só, é suficiente para
estabelecer o significado preciso do termo usado na profecia. Um comentário
interessante a respeito da questão pode ser encontrado na nota de estudo da Bíblia de Jerusalém a respeito do citado
versículo.
3. Qual a importância do
nascimento virginal? Além do cumprimento e recapitulação da profecia de Isaías,
tal milagre possui causas simbólicas. Jesus precisava ser verdadeiramente
humano, nascido de substância humana (é inquestionável e necessário crer que
Jesus foi formado do material genético de Maria). No entanto, devido ao pecado
ter “entrado no mundo por um homem” (Adão- Rm 5.12. Vale lembrar que a marca da
Antiga Aliança, a circuncisão, era aplicada no órgão sexual masculino), era
conveniente que o Redentor não fosse fruto de semente masculina.
4.O ensaio “Milagres”, do escritor e teólogo leigo
anglicano C.S. Lewis (1898-1963), é uma exposição razoável e equilibrada da
possibilidade de intervenções sobrenaturais, e nos mostra a compatibilidade
entre um Universo ordenado por leis naturais e aquilo que chamamos de “milagres”. Tal ensaio pode ser encontrado,
em língua portuguesa, na coletânea “Deus
no banco dos réus”, publicada pela editora Thomas Nelson.
5. O texto “Fórmula de Concórdia” encontra-se no
famoso “Livro de Concórdia”, subscrito
oficialmente pelos chamados “Luteranos Confessionais”, mas também considerado
parte fundamental de doutrina, herança e fé pelas linhas luteranas mais
progressistas (como a IECLB).
6. Recomendo a leitura do livro “Isto
É o Meu Corpo”, de Hermann Sasse, para maior compreensão do tema.
7. Isso inclui o curioso ensino de que nosso Senhor não teria sequer
rompido o hímen de sua mãe durante o nascimento.
8. Especialmente no Tratado contra
Helvídio.
9. A expressão “gloriosa Genitora de
Deus e sempre virgem Maria” é utilizada nos cânones do concílio.
10. Entre os grandes teólogos luteranos de séculos recentes, Franz Pieper
(1852-1831) defende a virgindade perpétua como a abordagem mais bíblica,
confessional e fiel sobre o tema.
11. Na Septuaginta e no
Novo Testamento, Adelphos também é
usado para designar meios-irmãos ou mesmo irmãos de fé. Entre algumas teorias
comuns, os chamados “irmãos de Jesus” seriam filhos de um casamento anterior de
José (conforme registrado no Proto-evangelho
de Tiago), ou primos próximos do Senhor. Gramaticalmente, tais alegações
são possíveis.
12. Conforme a narrativa de
Gênesis (na qual a ordem da união matrimonial e do sexo são dadas por Deus) e a
poesia do livro de Cântico dos Cânticos (que em um de seus níveis de
interpretação é um tributo ao amor conjugal) e a comparação do amor entre Cristo
e a Igreja com o amor conjugal (Ef 5.25-33). A noção do sexo como
intrinsicamente pecaminoso é uma construção teológica antibíblica, baseada na
distorção das implicações do pecado
original e na glorificação da vida monástica como “status de vida mais
elevado”.
13. “Esta “santidade singular” da qual Maria é “enriquecida desde o primeiro
instante da sua conceição” lhe vem inteiramente de Cristo: “Em vista dos
méritos de seu Filho, foi redimida de um modo mais sublime”. (Paragrafo.
492 do “Catecismo da Igreja Católica”).
14:BUZZATTO. Nathan. Imaculada Purificação de Maria. Disponível em
<https://apostoladosjep.blogspot.com/2019/02/imaculada-purificacao-de-maria.html>
Desde 02/02/2019
15. “Mas Deus quis excetuar dessa lei geral a
bem-aventurada virgem Maria. Por um privilégio inteiramente singular ela venceu
o pecado com a sua concepção imaculada; e por esse motivo não foi sujeita à lei
de permanecer na corrupção do sepulcro, nem teve de esperar a redenção do corpo
até ao fim dos tempos.” (Citação da constituição Munificentissimus Deus).